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About Me

Você pode fazer a leitura que quiser a meu respeito. Fazer uma imagem padronizada, refletindo nada mais que uma opinião simplificada dos seus anseios, neuras, medos, experiências, fetiches ou desejos. E, talvez, nunca veja além do que o seu olhar consegue alcançar. Consegue ultrapassar e ir além do ordinário? Contentasse com o medíocre ou, assim como eu, está em busca de algo extraordinário?

November 19th, 2007

Quase dois anos depois...

Posted by atrevida at 11:42 PM on November 19, 2007.

Como o tempo voa e, muitas vezes, não notamos tudo que passou, o quanto se foi e o quanto ficou. Quase dois anos depois do último post, voltei para o blog, pois este sempre foi um espaço de reflexão sobre a minha vida, as pessoas e o mundo. Se eu fizer um balanço geral dos últimos dois anos, acho que eu poderia resumir minha vida em duas linhas, mas farei um esforço para resumir em uma: vivi um período sabático!

Sim, foi um período, pois no geral as pessoas normais tiram um ano para avaliar a própria vida, rever conceitos, reavaliar planos e metas (pessoais e, principalmente, profissionais). Como eu nunca me coloquei numa situação de normalidade, esqueça o trivial e o lugar em comum, pois para este pequeno ser que volta do além, isso simplesmente não existe!

Aliás, preparem-se para boas risadas, pois eu estou vivendo um momento crucial que todo pós-adolescente passa por volta dos 18 e, se tiver sorte, aos 25 anos definiu: a escolha de uma carreira. 

Vestibular já deveria vir com um bônus só pelo fato de você conseguir escolher entre as milhares de opções que existem nesse mundo. Se você imaginar que há carreiras que ainda não são reconhecidas, acho que chegamos em algo em torno de 3000 mil opções. 

Esta balzaquiana, que vos escreve, é uma das 142.656 pessoas que vão disputar uma das 10.302 vagas da Universidade de São Paulo (USP), vulgo FUVEST.

E eu ainda sou um pouco mais masoquista, visto que eu já tenho um diploma, mas por razões desconhecidas, sabe-se lá o porquê, por algum motivo inexplicável, ter um diploma de nível superior não garante emprego, ou qualquer futuro, num país como o nosso.

Enfim, como eu não faço parte dos 10% que já nasceram com o futuro garantido pelos laços familiares, tão pouco sou a felizarda que ganhou o último prêmio da Mega Sena, estimado em quase 52 milhões de reais (se não estou enganada), o negócio é ralar ou virar funcionário público e enfrentar uma concorrência ainda muito maior que o vestibular. Há concursos públicos cuja disputa ultrapassa 100 candidatos por vaga e, pior, a gente ainda corre o risco de descobrir que não passa de maracutaia para encaixar o filho, do filho, do tio, do fulano que trabalha na estatal.

Mas, críticas à parte, meu dilema essencial é qual carreira escolher, considerando as oportunidades no mercado de trabalho e a idade. A única certeza que eu tenho é que atualmente só existem três carreiras em que a idade não é sinônimo de exclusão: medicina, direito e licenciatura (ser professor).

Conclusão
Medicina é para quem não precisa trabalhar, já que o curso é em tempo integral e não é qualquer um que vai encarar estudar anatomia humana com cadáveres. No meu caso, não tenho problema com sangue, em lidar com víceras, órgãos, membros, etc, contudo não consigo ouvir por muito tempo pessoas falando sobre doenças. Por alguma razão desconhecida, meu cérebro entra em pane, eu começo a sentir os sintomas, passo mal e desmaio;

Direito é um dos cursos que mais cresceu no país e, conseqüentemente, com o maior número de formandos no mercado - aliás, empatado com jornalismo. A única diferença é que muitos não chegam a exercer a profissão, pois não conseguem passar no exame da OAB;

Licenciatura talvez seja entre as três carreiras a que mais oferece oportunidades, principalmente em áreas do conhecimento como Física, Química e Matemática, que honestamente não são as matérias com as quais eu tenho maior afinidade.

Enfim, resolvi apelar para um daqueles testes vocacionais online e o mais fantástico disso tudo é o fato de que eles nunca apresentam uma única opção para o nosso perfil, nem sequer mantém as opções dentro de uma única área de interesse como Exatas, Humanas ou Biológicas.

1º teste
Arquitetura e Urbanismo
Artes Plásticas
Astronomia
C
iências Sociais
Direito
Filosofia
Geografia
História
Letras
Lingüística
Medicina
Psicologia
Teologia

2º teste
Administração
Artes Cênicas
Ciência da Computação
Ciências Biológicas
Ciências Econômicas
Design Gráfico
Educação Física
Engenharia Aeronáutica
Engenharia Civil 
Engenharia da Computação
Engenharia de Telecomunicações
Engenharia Eletrônica
Engenharia Mecânica
Fisioterapia

Tudo que posso dizer é que a profissão que eu escolhi da primeira vez não apareceu em nenhuma das duas listas, nem em qualquer outro teste que cheguei a fazer posteriormente. Apenas comprovou aquilo que eu já sabia quando eu terminei o curso: eu não nasci para ser #)(&#$)(@¨)*#¨%$*&¨#*%¨

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November 30th, 2005

Você compreende um olhar?

Posted by atrevida at 11:59 PM on November 30, 2005.

VOCÊ COMPREENDE UM OLHAR
[Mário Quintana]

Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.

Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela...

Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável...

Um dia percebemos que as melhores provas de amor são
as mais simples...

Um dia percebemos que o comum não nos atrai...

Um dia perceberemos que ser classificado de bonzinho
não é bom...

Um dia perceberemos que o mundo não pára para nos esperar decidir e aí, pode ser tarde demais...

Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você...

Um dia saberemos a importância da frase:
"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que
cativas..."

Um dia perceberemos que somos muito importante para alguém mas não damos valor a isso...

Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas aí já é tarde demais...

Enfim...

Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século, esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo que tem que ser dito...

O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutamos para realizar todas as nossas loucuras. Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.

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October 20th, 2005

Um aula para votar no referendo

Posted by atrevida at 06:02 PM on October 20, 2005.

REVISTA CAROS AMIGOS

O sociólogo Sérgio Adorno tem credenciais de sobra para esclarecer qualquer brasileiro interessado em votar com responsabilidade no referendo de domingo. Livre docente da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, dedicou sua respeitável carreira acadêmica às pesquisas sobre crime, justiça e direitos humanos. Como coordenador de uma organização pioneira nos estudos e na promoção de direitos humanos, o Núcleo de Estudos de Violência da USP, avançou em direção à prática colocando à disposição da comunidade e dos governos tudo o que aprendeu. Sua missão é encontrar soluções para combater a desigualdade na distribuição do mais fundamental dos direitos do homem: o direito à vida.

Marina Amaral – Acho que a gente pode começar perguntando como o senhor vai votar no referendo do desarmamento e por quê.
Eu vou votar pelo “sim” porque estou convencido de que o crescimento dos homicídios no Brasil nos últimos vinte anos tem a ver, em grande parte, com a facilidade com que as armas circulam, sobretudo das mãos dos cidadãos não envolvidos com o crime para as mãos dos que estão no mundo do crime. Por pesquisar nessa área acredito firmemente que esta é uma proposta de política pública que deve ser tentada, embora não possa ser pensada isoladamente como solução para todos os problemas da segurança – ela é parte de uma política mais abrangente. Não tenho dúvidas. Como sociólogo, eu até gostaria de ouvir argumentos dos favoráveis ao “não” que me convencessem.

Marina Amaral – O que o senhor acha do argumento de que o Estado não pode retirar do cidadão o direito de ter armas?
Acho que é um argumento que não se aplica à sociedade brasileira por várias razões. A primeira delas é que essa reivindicação do direito de ter armas é típica de uma sociedade como a norte-americana onde você tem uma forte cultura política e jurídico-política centrada na figura do indivíduo e no primado da liberdade individual, o que não é a tradição da cultura brasileira. Nossa tradição cultural é a de nos vermos como parte de grupos – por sermos homens, ou por sermos mulheres, por sermos naturais de um Estado ou de outro, não é? Essa dimensão da identidade coletiva é muito forte em nossa cultura. E temos uma relação com o Estado completamente diferente dos norte-americanos – nós até podemos ver o Estado como uma ameaça em alguns momentos, mas freqüentemente para todos nós o Estado é uma fonte de proteção. Em segundo lugar, acho que esse argumento é falso porque não é a reivindicação de um direito, é uma reivindicação de privilégio porque apenas uma minoria poderá ter acesso às armas e entre esta minoria não estão aqueles mais expostos ao crime. As grandes taxas de homicídios estão concentradas em bairros desprovidos de condições sociais mínimas, e que não têm, inclusive, a proteção de seus direitos essenciais. Se considerarmos que ter armas é um direito, que todos têm direito à proteção privada, então democraticamente todos têm de ter acesso às armas: brancos ou negros, homens ou mulheres, ricos ou pobres, moradores do centro ou da periferia. E como nós sabemos que a grande parte de nossa população é pobre, sem recursos próprios para comprar armas então teremos duas alternativas: ou o Estado compra as armas e distribui para a população ou cria uma política de subsídios a baixos juros para as pessoas comprarem armas à prestação. É a única maneira de democratizar o direito à proteção privada, de transformar o privilégio, incompatível com a vida democrática, em direito. A pessoa diz “eu tenho direito” e no fundo isso significa reivindicar uma sociedade em que cada um se defenda por conta própria: os mais fracos, os que não têm armas, que sejam eliminados pela ordem das coisas e pela força dos mais fortes.

Entrevista na integra: http://carosamigos.terra.com.br/do_site/sonosite/sonosite.asp

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October 19th, 2005

Tolerância ZERO

Posted by atrevida at 01:07 AM on October 19, 2005.

Faço parte de diversas comunidades no orkut e, ultimamente, o que mais escrevo é sobre o referendo que acontece no dia 23 de outubro, no próximo domingo. Expresso a minha opinião e procuro incluir informações para as pessoas que eu percebo que ainda estão confusas em relação a sua escolha. Tenho visto muito comentário idiota, não sei se por ignorância (no sentido literal da palavra = falta de conhecimento) ou porque não conseguem pensar por si mesmo e apenas reproduzem as mesmas respostas que escutam por aí. De qualquer maneira, tenho entrado em conflito com algumas pessoas pela prepotência que expressam seu pensamento e defende seus argumentos, como se fossem os donos da verdade. Como eu não convivo muito bem com imposição e tirania, isso gerou uma das respostas mais irônicas que já escrevi sobre o assunto nas últimas duas semanas.

Ricardo

Faz o seguinte, em 2006 se candidate para algum cargo político, concorra, seja eleito e, assim que assumir, altere tudo que você taxou de errado, beleza?

Tolerância zero de cima para baixo.

Comece tirando todos os políticos que consomem milhões dos cofres públicos, enquanto o povo tem que viver, feliz e satisfeito, porque conquistou um salário mínimo de 300 reais por mês.

Coloque na rua todos os funcionários públicos que adoram fazer greve por tempo indeterminado como, por exemplo, o pessoal do INSS, que além de prejudicarem milhões de brasileiros que precisam da previdência social, ainda são obrigados a ouvir da boca desses infelizes, que se pudessem, ficaram de greve por mais dois meses.

AH, não esquece de exonerar do cargo todos os políticos que contratam parentes para cargos de confiança e demais cargos sem concurso público. Principalmente aqueles que contratam a família toda para "trabalhar", inclusive o filho do sobrinho da mãe do irmão da sua tia. 

Se possível, e se não for pedir muito, repasse mais dinheiro para EDUCAÇÃO, SAÚDE, SANEAMENTO BÁSICO, MORADIA e invista em programas de GERAÇÃO DE RENDA SUSTENTÁVEL. E, por favor, verifique se o dinheiro realmente está sendo aplicado ou se foi parar num fundo qualquer e simplesmente sumiu, evaporou.

Por fim, se sobrar algum, exija dos governos estatuais e municipais cursos de reciclagem e treinamento para a polícia civil e militar. E também investimentos em TRANSPORTE COLETIVO.

Talvez assim, o brasileiro não precise ter uma arma dentro de casa para justificar a escolha pelo NÃO, no dia 23 de outubro, certo?

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October 13th, 2005

Eu voto SIM

Posted by atrevida at 03:58 AM on October 13, 2005.

Qual é a sua desculpa?

[Izabel Batista]

Olha, sinceramente, já estou sem paciência com esse debate entre os favoráveis e os contras. Todos têm argumentos, mas o que eu vejo é um reflexo do nosso histórico político, em que os futuros candidatos ao cargo público, dizem muito, sem dizer nada.

 

Que me desculpem as pessoas que tanto lutam para barrar a proibição da venda de armas de fogo no País, mas esses argumentos irônicos não me convencem. Não acho que minha vida vai ser mais segura, por ter uma arma dentro de casa, no meu escritório, na minha bolsa ou no meu carro. Acho que um revolver dá uma falsa segurança e, por conseqüência, motivos para agir, não em minha defesa, mas de maneira irracional e leviana como qualquer marginal.
 
Fiquei pensando nas estatísticas, nos números, nos dados e nas reportagens que estão sendo publicadas e vinculadas na televisão. E no final, acho que falta um pouco de habilidade para ser honesto em relação a nossa realidade. Aliás, talvez a única verdade que existe é quem já passou por isso, de ambos os lados, quem já perdeu alguém por conta de um tiro disparado e quem já se salvou, matando outra pessoa. Enfim, vamos lá.   

 

Em termos práticos, vou ser bem direta. Fico imaginando que na hora que o bandido coloca um revolver na sua cabeça, ter ou não ter uma arma, não faz diferença. Se ele olhar para você e achar que você não merece viver, que diferença faz?

 

Na hora que um político rouba milhões de reais ou desvia para o caixa 2 de um partido qualquer, uma arma não vai me defender contra eles, vai me tornar bandido, se eu fizer justiça com as minhas mãos. Mesmo que eles mereçam uma das 50 balas que um cidadão com porte legal de arma tem direito. Afinal, quem determina o que é certo ou errado lá no Planalto?

 

Se o MST invadir a minha casa, que diferença vai fazer um revolver, contra 20, 30 ou 50 pessoas, que estão desesperadas e com facas, foices, paus ou seja lá o que for, que uma pessoa em situação de miséria pode ter em mãos para atacar ou defender.

 

Aliás, se eu for atropelada, porque um bando de alienados resolveu fazer um racha na avenida perto da minha, e morrer, que diferença uma arma vai fazer? Se eu sobreviver, não vou sair na minha cadeira de rodas atrás de ninguém, com a minha arma em punhos, para atirar nas pernas daqueles que tiraram meu direito de ir e vir.

 

Se o meu professor, mal remunerado ou não, despreparado ou não, enfim, se ele, ou ela, me ofender em sala de aula, insinuar que sou uma pessoa ignorante, marginal ou bandido, que não há futuro para mim, uma arma apontada para a cabeça desse dês-educador vai fazer com que perceba que eu mereço respeito? Será que eu mereço ter uma arma para me sentir segura, ou será que eu mereço exercer meu papel de cidadão e exigir que o dinheiro arrecadado com as dezenas de impostos que existem no País seja aplicado para o bem de todos?

 

Eu estou desempregada, aliás, como quase dois milhões de paulistanos na cidade de São Paulo. Será que uma arma vai me ajudar a conquistar um emprego?
 
Acho que é mais fácil criar o caos, do que buscar soluções viáveis e sustentáveis. Enfim, eu sou uma louca, afinal, eu voto a favor do desarmamento. Talvez uma arma traga essa falsa segurança, mas não garante saúde, educação, trabalho e lazer. Talvez seja necessário um debate mais amplo, talvez seja hora de assumir a nossa responsabilidade perante a vida, e isso vai um pouco além da minha casa ou do meu quinta, ou do condomínio fechado que eu decidi morar, porque estava em busca de segurança. Talvez seja mais fácil ter uma arma em casa, do que admitir que a vida pode ser melhor sem uma arma, afinal, isso nos colocaria numa posição de cidadãos mais ativos, pois sem armas, teríamos que buscar as melhorias que sempre são prometidas em campanhas eleitorais, mas dificilmente são cumpridas.

 

Enfim, eu sou a favor do desarmamento.
 

De qualquer maneira, dia 23 cada um poderá exercer um dos seus muitos deveres e direitos, durante a votação do referendo. Só espero que se a proibição não for aprovada, que todas as pessoas que votaram contra, lutem para que haja mais igualdade no País. Até porque, se você foi um dos muitos que brigaram para garantir o direito de ter uma arma dentro de casa, lute também para que haja educação, saúde e trabalho digno para todos. 

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