Quase dois anos depois...
Como o tempo voa e, muitas vezes, não notamos tudo que passou, o quanto se foi e o quanto ficou. Quase dois anos depois do último post, voltei para o blog, pois este sempre foi um espaço de reflexão sobre a minha vida, as pessoas e o mundo. Se eu fizer um balanço geral dos últimos dois anos, acho que eu poderia resumir minha vida em duas linhas, mas farei um esforço para resumir em uma: vivi um período sabático!
Sim, foi um período, pois no geral as pessoas normais tiram um ano para avaliar a própria vida, rever conceitos, reavaliar planos e metas (pessoais e, principalmente, profissionais). Como eu nunca me coloquei numa situação de normalidade, esqueça o trivial e o lugar em comum, pois para este pequeno ser que volta do além, isso simplesmente não existe!
Aliás, preparem-se para boas risadas, pois eu estou vivendo um momento crucial que todo pós-adolescente passa por volta dos 18 e, se tiver sorte, aos 25 anos definiu: a escolha de uma carreira.
Vestibular já deveria vir com um bônus só pelo fato de você conseguir escolher entre as milhares de opções que existem nesse mundo. Se você imaginar que há carreiras que ainda não são reconhecidas, acho que chegamos em algo em torno de 3000 mil opções.
Esta balzaquiana, que vos escreve, é uma das 142.656 pessoas que vão disputar uma das 10.302 vagas da Universidade de São Paulo (USP), vulgo FUVEST.
E eu ainda sou um pouco mais masoquista, visto que eu já tenho um diploma, mas por razões desconhecidas, sabe-se lá o porquê, por algum motivo inexplicável, ter um diploma de nível superior não garante emprego, ou qualquer futuro, num país como o nosso.
Enfim, como eu não faço parte dos 10% que já nasceram com o futuro garantido pelos laços familiares, tão pouco sou a felizarda que ganhou o último prêmio da Mega Sena, estimado em quase 52 milhões de reais (se não estou enganada), o negócio é ralar ou virar funcionário público e enfrentar uma concorrência ainda muito maior que o vestibular. Há concursos públicos cuja disputa ultrapassa 100 candidatos por vaga e, pior, a gente ainda corre o risco de descobrir que não passa de maracutaia para encaixar o filho, do filho, do tio, do fulano que trabalha na estatal.
Mas, críticas à parte, meu dilema essencial é qual carreira escolher, considerando as oportunidades no mercado de trabalho e a idade. A única certeza que eu tenho é que atualmente só existem três carreiras em que a idade não é sinônimo de exclusão: medicina, direito e licenciatura (ser professor).
Conclusão
Medicina é para quem não precisa trabalhar, já que o curso é em tempo integral e não é qualquer um que vai encarar estudar anatomia humana com cadáveres. No meu caso, não tenho problema com sangue, em lidar com víceras, órgãos, membros, etc, contudo não consigo ouvir por muito tempo pessoas falando sobre doenças. Por alguma razão desconhecida, meu cérebro entra em pane, eu começo a sentir os sintomas, passo mal e desmaio;
Direito é um dos cursos que mais cresceu no país e, conseqüentemente, com o maior número de formandos no mercado - aliás, empatado com jornalismo. A única diferença é que muitos não chegam a exercer a profissão, pois não conseguem passar no exame da OAB;
Licenciatura talvez seja entre as três carreiras a que mais oferece oportunidades, principalmente em áreas do conhecimento como Física, Química e Matemática, que honestamente não são as matérias com as quais eu tenho maior afinidade.
Enfim, resolvi apelar para um daqueles testes vocacionais online e o mais fantástico disso tudo é o fato de que eles nunca apresentam uma única opção para o nosso perfil, nem sequer mantém as opções dentro de uma única área de interesse como Exatas, Humanas ou Biológicas.
1º teste
Arquitetura e Urbanismo
Artes Plásticas
Astronomia
Ciências Sociais
Direito
Filosofia
Geografia
História
Letras
Lingüística
Medicina
Psicologia
Teologia
2º teste
Administração
Artes Cênicas
Ciência da Computação
Ciências Biológicas
Ciências Econômicas
Design Gráfico
Educação Física
Engenharia Aeronáutica
Engenharia Civil
Engenharia da Computação
Engenharia de Telecomunicações
Engenharia Eletrônica
Engenharia Mecânica
Fisioterapia
Tudo que posso dizer é que a profissão que eu escolhi da primeira vez não apareceu em nenhuma das duas listas, nem em qualquer outro teste que cheguei a fazer posteriormente. Apenas comprovou aquilo que eu já sabia quando eu terminei o curso: eu não nasci para ser #)(&#$)(@¨)*#¨%$*&¨#*%¨